Tumores de Mama

Câncer de Colo de Útero

câncer de colo de útero é um dos tumores ginecológicos mais frequentes no Brasil e no mundo. Seu principal fator de risco é a infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), especialmente pelos subtipos oncogênicos.

Prevenção primária – vacinação contra o HPV

vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir a infecção pelo vírus e, consequentemente, o câncer de colo de útero.

No Brasil, a vacina é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos.
  • Mulheres e homens imunossuprimidos (HIV, transplantados, pacientes oncológicos) de 9 a 45 anos.
  • Vítimas de abuso sexual (imunocompetentes), de 15 a 45 anos que não tenham recebido ou tenham esquema incompleto.
  • Usuários de PrEP para HIV, entre 15 e 45 anos, sem vacinação prévia ou com esquema incompleto.
  • Pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR), a partir de 2 anos de idade.

As vacinas disponíveis incluem a quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18) e a nonavalente (Gardasil 9), que amplia a proteção para nove tipos do vírus (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58).
Além do câncer de colo de útero, a Gardasil 9 previne também cânceres de vulva, vagina, ânus, orofaringe, além das verrugas genitais.

Prevenção secundária – rastreamento

exame de Papanicolau é a principal ferramenta de rastreamento, capaz de detectar lesões precursoras (NIC 1, 2 e 3) antes de sua progressão para câncer invasivo. Quando diagnosticadas precocemente, essas lesões podem ser tratadas com procedimentos simples e pouco invasivos, prevenindo até 100% dos casos de evolução para câncer.

Em 2024, o SUS incorporou os testes moleculares para detecção de HPV oncogênico, que devem complementar o rastreamento populacional e aumentar a detecção precoce.

Nos estágios iniciais, o câncer de colo de útero pode ser assintomático. Quando presentes, os principais sintomas incluem:

  • Sangramento vaginal anormal (fora do período menstrual, após relação sexual ou na pós-menopausa).
  • Corrimento vaginal persistente, às vezes com odor fétido.
  • Dor pélvica ou durante a relação sexual.
  • Em fases avançadas: dor lombar, dificuldade para urinar ou evacuar, e inchaço nas pernas.

A persistência desses sinais deve motivar a procura imediata de um ginecologista.

tratamento varia conforme o estágio do câncer. Hoje, além da cirurgia, radioterapia e quimioterapia, contamos também com a imunoterapia, que já é utilizada em pacientes com doença avançada e também em situações localmente avançadas de maior risco. Esse avanço representa um novo momento no tratamento do câncer de colo de útero, trazendo mais opções e esperança.

O câncer de colo de útero é altamente prevenível. A vacinação contra o HPV, associada ao rastreamento regular com o exame de Papanicolau e, mais recentemente, com os testes moleculares de HPV, pode reduzir drasticamente a incidência e a mortalidade por essa doença.

Quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura. E mesmo em casos avançados, os avanços com terapias-alvo e imunoterapia têm mudado a história natural da doença, oferecendo mais esperança e qualidade de vida para as pacientes.


Referências principais: WHO Global Report on HPV Vaccination 2023; Ministério da Saúde – Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Colo do Útero 2024; Cohen et al., Lancet 2019; Bhatla et al., Int J Gynecol Obstet 2021; Colombo et al., Ann Oncol 2022.

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